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sábado, 24 de janeiro de 2009

Cooperativismo - Pratique, cresça!


Muito se desgasta em grandes empresas em busca de uma estabilidade econômica, um bom salário, sempre esperando a boa vontade do patrão e a louca economia capitalista. Mas, por que não começar uma cooperativa com pessoas sérias e que têm o mesmo pensamento?



Para que se desgastar e ser explorado constantemente, todo mês? Para que pagar aos outros que você trabalhe!? Isso mesmo, você paga por trabalhar.



Deixe de ser explorado, invista em cooperativas. Um vídeo explicativo, assista:






Entendeu?


Você formará com outras pessoas uma empresa, a qual não teria níveis hierárquicos de organização e administração, tendo cada um sua função específica e decidida por todos e todos realizando a administração e organização econômica, do modo de trabalho e do ambiente de trabalho. Isso irá trazer uma harmonia no trabalho, satisfação em saber que não está sendo explorado, que tudo que você faz tem o SEU valor, um certo prazer em trabalhar e se unir à outras pessoas sem a intenção de sempre sobrepor o próximo, mas sim com a intenção de todos, juntos, crescerem.



Afinal, você prefere ser explorado e subjulgado à várias coisas, tais como carga horária pesada, constantes ordens do patrão que visam somente o seu lucro, más condições de trabalho, etc.?



Pense, um novo mundo é possível, e está muito mais próximo que imaginamos, basta termos atitude.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Economia Anarquista


No texto "Sistema de Trocas em Ordem Natural", que publiquei neste blog em agosto de 2008, eu propus algo já proposto por Proudhon, porém bem menos desenvolvido, que é o contrato social como base das relações. Eu ainda cheguei a mencionar "Este é meu início do estudo e pensamento econômico. Espero que não assustem caso eu mude de opinião tão fácil, o que pode ser muito improvável." Pois é, estou aqui propondo outro sistema de troca, agora baseado em uma moeda para a organização e estabilidade da economia e das relações sociais, muito distante da economia capitalista e da economia socialista autoritária [1].



É muito importante realçar que a economia capitalista baseia-se não só no capital, mas também - e estes com mais importância - na propriedade privada, na concorrência de mercado, iniciativa privada, trabalho assalariado (relações patrão x trabalhador), tendo consequências tais como ganância, exploração, desigualdades - que, como outra consequência, crimes, assaltos, assassinatos, sequestros -, etc. É claro, tudo gira em torno do capital. Mas não é correto afirmar que uma economia com moeda de trocas é obviamente "capitalismo". Por exemplo, no socialismo autoritário, mesmo sendo algo que é em todos os aspectos e em suas raízes ideológicas contra o capitalismo, há a moeda de trocas.



A minha concepção baseia-se e uma estabilidade proporcionada devido à queda do capitalismo e do Estado interferindo nas relações do povo, dos indivíduos. A organização do trabalho seria feita pelos próprios trabalhadores - ora, se no capitalismo, que é super concorrido, eles sustentam eles próprios, os burgueses, e os políticos, porque em estado de autogestão e realização do trabalho com menos carga horária e stress eles não se sustentariam? -, ou seja, continuariam os trabalhadores a trabalhar, a exercer sua função na sociedade, formando cooperativas, para substituir as empresas. As empresas capitalistas são formadas pelo patrão e pelos trabalhadores, e os trabalhadores gerando a riqueza para o patrão e tirando o seu sustento; as cooperativas, uma vez que não possuem níveis hierárquicos econômicos, ou seja, não possuem patrão, os trabalhadores iriam administrar a carga horária e o que gerou de trabalho e troca no - por exemplo - mês. As cooperativas, em questão de relação, funcionariam semelhante às empresas que tanto conhecemos: efetuariam e estabeleceriam os preços dos resultados do trabalho, colocariam no mercado, ao mesmo passo que as outras fariam o mesmo. Por exemplo: temos a cooperativa alimentícia, a cooperativa de água, e a de vestimentas. Ao mesmo passo que uma produziria e disponibilizaria o seu trabalho no mercado, as outras também o fariam, onde efetuaríamos compras - com o que ganhamos com nosso trabalho - formando um elo econômico autogestionário.



Podem achar que isto é o que acontece hoje em dia, mas não é exatamente assim. É lógico que será em grandes proporções, grande escala, pois não existiriam somente três cooperativas. A diferença básica é que, com a ausência do capitalismo e do intervencionismo [2], os poderes ilícitos que impedem o povo se desenvolver sozinho, que são os patrões e as autoridades desnecessárias, seriam de fato abolidos. O trabalhador se regia sozinho, ele administraria seu trabalho e o fruto de seu trabalho em conjunto com aquele que formou a cooperativa, e com uma organização interna horizontal [3] e transparente [4], haveria a divisão dos gastos e a definição dos ganhos à cada trabalhador da cooperativa. Isso seria difícil de um extorquir dinheiro, uma vez que ninguém teria um cargo mais alto destinado à administração econômica.



O fluxo econômico seria sempre estável, pois não existiriam iniciativas privadas lançando créditos inexplicáveis e proporcionando, posteriormente, quedas vertiginosas da economia e deixando cada vez mais o povo na miséria. Em economia capitalista, uma economia louca que dizem que é natural, eu não tenho muita noção - e nem quero -, porém sabemos, temos a experiência do que a economia natural e harmônica nos proporciona. A moeda seria constantemente trocada (como no capitalismo), e, como não existiriam intenções de lucros exorbitantes (como no capitalismo), garantiria uma estabilidade econômica. Ora, é apenas uma moeda de troca, nada mais.



Chegou uma dúvida certa vez, que era "como, então, já em funcionamento tal economia, começar uma nova cooperativa?". Isto tomou-me certa dúvida, mas com certeza será esclarecido. Eu, a princípio, pensei que seriam doadas as bases para a criação, mas, como em uma empresa capitalista, a pessoa associara à uma cooperativa, organizaria suas economias, e formaria o projeto em conjunto com aqueles(as) que gostariam de começar um novo projeto, e com base no apoio-mútuo (já que seria de interesse geral a criação), começariam a nova cooperativa. Isso esquentaria a economia, daria mais uma alternativa de trabalho e mais uma alternativa de podermos ter algo que antigamente não tínhamos. Então, o incentivo das demais cooperativas é sempre necessário, mas não o principal.



Tais relações livres, proporcionariam ao trabalhador um certo prazer, primeiro por ele saber porque trabalha, para quem, e como; segundo por ele ter autonomia para trabalhar e decidir sobre seu trabalho; segundo por ele ter a convicção de que não está sendo extorquido, roubado, explorado, e que, o seu trabalho, que antes sustentava ele, os ricos e os políticos, agora está sustentando somente ele, ou seja, triplicando seus ganhos. Essa liberdade de associação, essa real liberdade, liberdade individual, garante uma igualdade social que nunca será estabelecida por uma ou milhares de leis burocráticas estatais. E é isso que vou condenar agora.



Tenho que esclarecer sobre a diferença ao socialismo autoritário. Difere, além da autoridade desnecessária já mencionada antes, na intervenção do Estado. O Estado, em lei, diz que garante a igualdade, mas fere a liberdade. Seria uma espécie de obrigação sermos iguais. Ganharíamos o mesmo, iríamos consumir o mesmo, tudo em administração do Estado. Isso, além de ferir a liberdade (como disse), e em conseqüência o povo, a autoridade intensa do Estado e dos chefes de estado, ou seja, os líderes, com toda certeza desencadearia em um abuso da direção sobre o povo, tornando este apenas uma marionete generalizada. Pois, a história nos mostra a verdade [5], e Bakunin já havia previsto a famosa "Burocracia Vermelha". Esta igualdade decretada como base a não-liberdade, a obrigação, é, sem dúvida, algo que nunca funcionará - ao meu ver, a liberdade individual garante a igualdade social -.



Não gosto e repudio a iniciativa privada, propriedade privada [6], mercado capitalista, lucro, patrão, Estado, autoridade, e as demais formas de maltratar a liberdade e a igualdade; que impedem que o povo se mova; que são ilegítimas e nojentas. LIBERDADE, SOLIDARIEDADE, IGUALDADE.



Neste estudo não foi abordado exatamente tudo, mas com o passar do tempo, vamos evoluíndo e desenvolvendo as idéias. Mas considero como base para uma nova era de pensamentos meus.


Notas:


[1] Por socialismo autoritário entendo o Estado que Marx propôs como um trajeto para efetuar a real emancipação do proletariado, onde tudo é estatizado e o grande leviatã tem a cooredanação e administração de todas as relações sociais (Rússia, Cuba).

[2] Intevenção do Estado sobre a economia e a política.

[3] Sem níveis hierárquicos.

[4] Todos com a capacidade de poderem ver o que se entra, sai, modifica na economia interna e ao mesmo passo decidirem como será a divisão do, podemos dizer, "lucro".

[5] Rússia, por exemplo.

[6] Moradia, alimento e vestimentas são essenciais ao indivíduo, há de serem garantidas para ele. As suas conquistas com base no trabalho - em sistema cooperativista - também têm de ser garantidas. Consideramos, nós, anarquistas, propriedade privada como a exploração do homem sobre o outro: grandes terras e meios de trabalho concentradas nas mãos de poucos, empresas privadas sendo propriedade do patrão e tornando o trabalhador apenas um mero assalariado, dentre outros fatores de exploração capitalista. A propriedade é um roubo!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Desde a Grécia


"Os políticos e jornalistas ridicularizam nosso movimento, tratando de impor a ele a sua própria carência de racionalidade. Segundo eles, nos rebelamos porque nosso governo é corrupto, ou porque gostaríamos de ter acesso a mais dinheiro, mais emprego."



Arrasamos os bancos porque reconhecemos o dinheiro como causa central de nossas aflições, se quebramos as luzes das vitrines não é porque a vida seja cara senão porque a mercadoria nos impede de viver a qualquer preço. Se atacamos a escória policial, não é só em vingança por nossos companheiros mortos senão porque entre este mundo e o que desejamos, sempre se supõe existir um obstáculo.



Sabemos que é chegado o momento de pensar estrategicamente. Neste momento tão importante sabemos que a condição indispensável de uma insurreição vitoriosa é que ela se estenda, ao menos, em nível europeu. Nos últimos anos temos visto e temos aprendido: as contra-cúpulas pelo mundo, os distúrbios estudantis e nos subúrbios da França, o movimento anti-TAV na Itália, a Comuna de Oaxaca, os distúrbios de Montreal, a agressiva defesa do Ungdomshuset em Copenhague, os distúrbios contra a Convenção Nacional Republicana nos Estados Unidos, e a lista continua.



Nascidos na catástrofe, somos os filhos de una crise global: política, social, econômica e ecológica. Sabemos que este mundo é um caldeirão sem saída. Há que se estar louco para agarrar-se a suas ruínas. Deve ser concertado para auto organizar-se.



Há uma obviedade na recusa total aos partidos e organizações políticas; são parte do velho mundo. Somos os filhos malcriados desta sociedade e não queremos nada dela. Esse é o pecado que nunca nos perdoarão. Atrás das máscaras negras, somos vossos filhos. E estamos nos organizando.



Não nos esforçaríamos tanto em destruir o material deste mundo, seus bancos, seus supermercados, suas delegacias, se não soubéssemos que ao mesmo tempo socávamos sua metafísica, seus ideais, suas idéias e sua lógica.



Os meios de comunicação descreveram todo o ocorrido nas semanas passadas como uma expressão de niilismo. O que não entendem é que no processo de assalto e assédio a sua realidade, temos experimentado uma forma de comunidade superior, de divisão, uma forma superior de organização alegre e espontânea que estabelece a base de um mundo distinto.



Qualquer um poderia dizer que nossa revolta encontra seu próprio fim na medida em que se limita a destruição. Isto seria certo no caso de que junto aos enfrentamentos nas ruas, não houvéssemos estabelecido a necessária organização que requer um movimento a longo prazo: cantinas providas por saques regulares, enfermarias para curar aos nossos feridos, os meios para imprimir nossos próprios jornais, nossa própria rádio. A medida que liberamos território do império do Estado e sua polícia, devemos ocupá-lo, preenchê-lo e transformar seus usos de maneira que sirvam ao movimento. Deste modo, o movimento nunca para de crescer



Por toda Europa, os governos tremem. Asseguramos que o que mais temem não é que se reproduzam os distúrbios locais senão a possibilidade real de que a juventude ocidental encontre suas causas comuns e se levante como uma só para dar a esta sociedade seu golpe final.



Esta convocação vai dirigida a todos que queiram escutá-la:



Desde Berlim a Madri, de Londres a Tarnac, tudo é possível.



A solidariedade deve transformar-se em cumplicidade. Os enfrentamentos devem expandir-se. Devem declarar-se as comunas.



Desta forma, a situação nunca retornará a normalidade. Desta maneira as idéias e práticas que nos unem serão laços reais.



Deste modo seremos ingovernáveis.



Uma saudação revolucionária aos companheiros de todo o mundo. Aos detidos, os libertaremos!





agência de notícias anarquistas-ana

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Carta aos estudantes escrita por trabalhadores atenienses

Nossa diferença de idade e o distanciamento geral nos dificultam discutir com vocês nas ruas; esta é a razão por que nós mandamos esta carta.



A maioria de nós ainda não está careca, nem nos pintou uma barriguinha. Somos parte do movimento de 1990-91. Devem ter ouvido falar dele. Naquele momento, quando havíamos ocupado nossas escolas durante 30-35 dias, os fascistas mataram um professor porque foi mais além da sua função natural (o de ser nosso guardião) e cruzou a linha que levava ao lado oposto: veio conosco, para nossa luta.



Então, até o mais brando de nós foi às ruas nos distúrbios. Sem dúvida, nós nem sequer pensamos em fazer o que tão facilmente fazem vocês hoje: atacar delegacias (ainda que cantávamos aquilo de "queimar delegacias...").



Assim francamente, vocês foram muito mais além que nós, como ocorre sempre na história. As condições são diferentes, é claro. Nos anos 90 nos compraram com a desculpa do êxito pessoal e alguns de nós nos entregamos. Agora as pessoas não acreditam neste conto de fadas. Vossos irmãos maiores nos demonstraram durante o movimento estudantil de 2006-07. Vocês agora lhes cuspam seu conto de fadas na cara.



Agora começam as boas e difíceis questões



Para começar, lhe dizemos que o que temos aprendido de vossas lutas e de nossas derrotas (porque ainda que o mundo não seja nosso, sempre seremos perdedores) e podem empregar o que temos aprendido como queiram:



Não fiquem sós. Chamem-nos; chamem a tanta gente como seja possível. Não sabemos como podeis fazê-lo, encontrarão a forma. Já ocuparam vossas escolas e nos dizem que a razão mais importante é que não gostam delas. Bem. Já que ocuparam, invertam o rol de prioridades. Troquem vossas ocupações com outras pessoas. Permitam que vossas escolas sejam o primeiro lugar para nossas novas relações. Sua arma mais potente é nossa divisão. Tal e como vocês não temeram atacar as delegacias porque estão unidos, não temam chamar-nos para mudar nossas vidas, todos juntos.



Não escutem nenhuma organização política (nem anarquista nem outra qualquer). Façam o que necessitem. Confiem no povo, não em esquemas e idéias abstratas. Confiem em vossas relações diretas com as pessoas. Confiem em vossos amigos: façam da vossa luta a de quanto mais gente for possível, vossa gente. Não lhes dêem ouvidos quando te disseres que vossas lutas não têm conteúdo político e que deveriam obtê-lo. Vossa luta é o conteúdo. Tão só tenham vossa luta e está em vossas mãos assegurar o seu avanço. Tão só ela pode mudar vossa vida, a vocês e as relações reais com vossos companheiros.



Não temam atuar quando enfrentarem coisas novas. Cada um de nós, agora que nos fazemos maiores, têm algo semeado em seu cérebro. Vocês também, ainda que sejam jovens. Não esqueçam a importância deste fato. Em 1991, nos enfrentamos com o cheiro de um novo mundo e, acredite-nos, o encontramos difícil. Havíamos aprendido que sempre deve haver limites. Não temam a destruição de mercadorias. Não se assustem ante os saques de lojas. O fazemos porque é nosso. Vocês (como nós no passado) foram criados para levantarem todas as manhãs visando fazer coisas que mais tarde não serão vossas. Recuperemo-las e compartamo-las. Tal e como fazemos com nossos amigos e o amor.



Pedimos desculpas para vocês por escrever esta carta tão rapidamente, mas fazemos isso ao ritmo do trabalho, em segredo para evitar que dela se intere o chefe. Somos prisioneiros no trabalho, como vocês na escola.



Agora mentiremos aos nossos chefes e deixaremos o trabalho: reunir-nos-emos com vocês em Syntagma com pedras nas mãos.



Proletários



Tradução > Juvei



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agência de notícias anarquistas-ana




Neste bosque urbano

árvore feita em concreto

? meu corpo estremece.




Eolo Yberê Libera

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tecnologia: Capitalismo x Anarquismo

Muito se discute entre os anarquistas em relação à este tema, como eu já havia mencionado no texto "Sistema Contra o Próprio Sistema". Lá eu afirmei, e continuo com minha postura e opinião, de que a tecnologia é, mesmo que seja algo que o sistema use em prol dele, importante à nós, anarquistas.



Considero tecnologia é o desenvolvimento e, digamos metaforicamente, a construção de um lego, porém mais complexo, da natureza o qual será utilizado em prol do ser humano. Mas, o meio social e suas relações naturalmente interferem nas ações humanas, tornando vulneráveis tudo aquilo que proveio do homem, e a tecnologia não é uma exeção.



Nosso modelo econômico e meio social é capitalista, e tudo, absolutamente tudo que o ser humano desenvolve se capitaliza e torna mais um bem de consumo, mais um produto a ser negociado e vendido, mais uma propriedade.



A tecnologia influencia e muito em vários ramos, não digamos todos, mas na imensa maioria das nossas relações, e necessitamos dela cada vez mais. Ao mesmo passo que se desenvolve mais meios, estes meios desenvolvidos desenvolverão outros meios, para outros fins. Explico. À medida que se desenvolve uma máquina, esta máquina auxilia no cotidiano e facilita desenvolver mais rápido e mais fácil outro produto qualquer. E, sabemos, que a tecnologia está em constante desenvolvimento, então cada vez mais são aperfeiçoados métodos de utilização pelo homem. Este intenso desenvolvimento, mesmo que pareça ser bom, hoje em dia em muitas vezes não o é.



Pessoas são trocadas por máquinas para diminuir a quantia de salário a ser pago, e também pois a máquina pode (e é desenvolvida para isso) render e produzir mais e mais rápido, esta troca consequentemente gera desemprego; várias empresas estão na corrida pela última geração, isto é, estão desenvolvendo mais e mais aparelhos eletrônicos, muitas delas usam da criança como o público alvo (exemplo: celular para crianças de 3 a 6 anos: o que uma criança irá fazer com um celular? Fechar negócios? Procurar emprego? A intensão é manipular o público alvo, que é um público inexperiente e curioso, sendo assim mais fácil a manipulação), lucrando cada vez mais, e investindo mais e mais em outras máquinas para realizar a troca com o trabalhador já dito acima; hoje em dia a corrida pela CONQUISTA da última geração, isto é, a corrida do povo para conseguir um aparelho mais sofisticado é intensa, todos almejam ter o celular de última geração, por que tira foto, toca música, faz pipoca, etc; a televisão, por exemplo, que sua função era de transmitir informação em tempo real, e também haver cultura, apenas serve para manipular o povo com informações distorcidas e nenhuma cultura, apenas futilidade, somado com a propaganda, que serve para estimular a corrida pela conquistas da última geração; etc.



Então, muito do desenvolvimento tecnológico hoje está corroído devido à ganância que o sistema capitalista gera, porém devemos, por atitudes éticas, averiguar também os resultados bons do desenvolvimento tecnologico no capitalismo. O dinheiro é um meio de estímulo muito grande para qualquer um, e muitos avanços tecnológicos foram bem sucedidos por, digamos, ganância. A saúde, os meios de controle e curamento de doenças se desenvolveram bastante devido ao investimento capital; dentre outros aspectos.



Certo dia uma pessoa me disse que somente o capitalismo que proprociona a tecnologia que usamos. Aí eu discordo.



Primeiro que não foi o capitalismo que desenvolveu, e sim o ser humano, mas é lógico que há o incentivo que já disse. Segundo que, mesmo sem tal incentivo capital, há como desenvolver, e vejo um meio mais plausível de desenvolvimento tecnologico na sociedade. Vou explicar.



Em uma sociedade anarquista, isto é, onde há a ausência de um Estado, autoridade, propriedade privada e consequentemente do sistema capitalista, onde a organização entre os trabalhadores e o povo é feita através dos trabalhadores e do povo - democracia direta -, e as associações são livres, baseando-se no apoio-mútuo e na educação - garantindo a liberdade individual, o respeito e a responsabilidade -, o desenvolvimento tecnologico, além de interessante, é fundamental. Ao contrário do capitalismo, a tecnologia não retira do trabalhador o seu trabalho, mas sim o auxilia, garantindo um melhor trabalho, melhores meios de produção, jornada de trabalho bastante reduzida, e uma melhoria no desenvolvimento do produto. Ora, não há o dinheiro nem a propriedade privada dos meios de trabalho, consequentemente não há a ganância do patrão demitindo funcionários e instalando máquinas para o lucro. O que há são trabalhadores organizados mutualmente e horizontalmente (sem níveis hierárquicos onde haja poder ilícito, isto é, sem justificativa, como o do patrão) visando o próprio desenvolvimento e o gozo de seu trabalho, e nada melhor que ter algo desenvolvido por ele para lhe axiliar. Logo, visando suas pretensões, naturalmente o homem desenvolverá tecnologia. Outra coisa é na área medicinal. A tecnologia de última geração é sempre bem vinda, e muito necessária para esta área, e, por ser uma área que irá socorrer todos os indivíduos, naturalmente também será bastante investida.



Mas sabemos que, quem está no campo, por exemplo, não é o mesmo que desenvolve a tecnologia para chegar ao campo. O que desenvolve a tecnologia é outra pessoa, que como o camponês, e como qualquer outro trabalhador, é uma peça importante na sociedade. Em anarquia todos sabem da responsabilidade exercida em cada cargo, e cada qual se desenvolve e desenvolve o social ao mesmo passo.



Então, dentre esse e outros fatores, a tecnologia é muito importante na sociedade anarquista, e, pelo mesmo meio, é totalmente corroída na sociedade capitalista.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Um Novo Mundo

Você já imaginou um mundo onde vivêssemos de verdade, não essa falsa vida que só nos corroi, onde não estaríamos sujeitos a deveres, chantagens, obrigações, opressões, "estudos", trabalhos, pressões, tédios, e para depois termos o "direito" de um pouco de distração - sendo que liberdade mesmo não é direito de ninguém -; um mundo onde exaltássemos prazer ao infinito, onde gozássemos da liberdade e harmonia, de consciência leve sabendo que o seu irmão está bom tanto quanto você; um mundo onde a liberdade individual andasse ao mesmo passo do respeito, onde viveríamos em pequenas sociedades, não essas imensas e assustadoras cidades “globalizadas”, lotadas de prédios, edificações que nos trazem idéia de sujo, estragado, essa visão constante do negativo; que nelas existem milhões de carros buzinando, pessoas correndo, umas sendo atropeladas, outras morrendo de fome, outras oprimindo outras, umas matando aquelas, essas com inveja dessas; e outras, como eu, e como você, agora, que acompanha este texto, almejam a liberdade.




Um mundo onde tudo seria da mais pura natureza de ser e de estar, a harmonia natural, a ordem natural, a música, a arte, a real educação, os demais animais, o sol, a praia, o mar, os campos, as florestas, as pessoas, os amores, as liberdades, a lua, o céu, enfim, a liberdade natural!




Já imaginou um mundo, acima de tudo, habitado por respeitos e responsabilidades, apoios e solidariedades, harmonias e fraternidades? Já imaginou um mundo, de liberdades e igualdades?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sistema de Trocas em Ordem Natural

Contrato Social, onde duas pessoas fariam um acordo, sem burocracia, mas sim com responsabilidade, respeito, apoio - mutuo, o qual sustentasse um a necessidade do outro, e assim formariam vários Contratos, formando um elo federativo entre todas sociedades.

Isso já exclui a idéia de alguma instituição para governar tal sociedade, e trás a real liberdade e igualdade, que tanto lutam, pois, para viver em liberdade, enfim, com leis naturais, precisa de uma lei natural, uma das mais importantes, a Responsabilidade.

E se a pessoa não respeitar tal contrato? Seria excluída?

Não é que a pessoa seja excluída completamente da sociedade. Se fosse assim, tal sociedade seria corrompida em leis externas, as mínimas que fossem, o contrato se resumiria em um mini-estado. A questão não é que tal indivíduo, ao faltar com a responsabilidade, seja excluído, mas sim que ele auto-exclui. O elo federativo que o contrato social cria naturalmente entre a sociedade, e faz com que todos participem da evolução, é naturalmente exercido pelas leis naturais, principalmente a Responsabilidade. Então, como o contrato é mantido pelas leis naturais, quem for que não aceitá-las, simplesmente não aceitaria a mínima e mais forte organização, a organização natural, e ele auto-excluiria, como disse antes, mas com todo o direito de voltar.

Podemos tomar como exemplo uma roda de ciranda, estão as crianças de mãos dadas girando ao mesmo passo, e uma resolve sair, dar um passo atrás, e girar em sentido anti-horário. Simplesmente, haveria uma falha na roda, a qual poderia se auto-organizar novamente devido à intensa ajuda-mútua, e, caso o indivíduo quisesse voltar, voltaria ao seu lugar, e exerceria o seu cargo e sua posse do mesmo modo.

Por isso a responsabilidade é o fato principal: Algo assim, poderia haver uma falha na roda de ciranda, e a roda perder o equilíbrio e a velocidade, tornando-a vulnerável.

Isso pode acontecer não somente na Anarquia, quanto em qualquer outro sistema de trocas: Um exemplo é hoje, o atual sistema capitalista, alguém não concorda com o contrato, falta com a responsabilidade, tal área é muito prejudicada. Mas nesse sistema a multa é exorbitante, não só em dinheiro, mas sim em outras várias questões, como a falta de confiança. Em anarquia somente a falta de confiança, que por sua vez, confiança é uma lei natural, ela perdida resultaria em mais uma quebra da ordem natural, e essa pessoa poderia ser mais prejudicada. Mas, sabemos que a atitude em Anarquia, esta refletida totalmente à real educação, é completamente diferente da do sistema capitalista, onde há a educação forjada, de comércio, de luxo, de ganância.

Este é meu início do estudo e pensamento econômico. Espero que não assustem caso eu mude de opinião tão fácil, o que pode ser muito improvável.

sábado, 16 de agosto de 2008

Primeira Discussão da ZAD - Zona Autônoma de Discussão

A ZAD - Zona Autônoma de Discussão, http://livrosbpi.com/ZAD, realizará agora, dia 17, domingo, às 19 horas, o primeiro debate, com o tema Princípio do Conceito de Libertação Social:
Trocarmos idéias sobre o que achamos à respetio de liberdade, emancipação, anarquia. Isso seria como uma base para desenvolvermos mais idéias no decorrer dos debates.
Visite o site para mais informações.




Saúde e Anarquia!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Dica de Leitura: O Apoio Mútuo - Piotr Kropotkin

"Quiçá se me objetará que neste livro tanto os homens como os animais estão representados desde um ponto de vista demasiado favorável: que suas qualidades sociais são marcantes em excesso, enquanto suas inclinações anti-sociais, de afirmação de si mesmos, mal estão marcadas. No entanto, isto era inevitável. Nos últimos tempos ouvimos falar tanto de “a luta dura e cruel pela vida que aparentemente sustenta cada animal contra todos os outros, cada selvagem contra todos os demais selvagens, e cada homem civilizado contra todos homens civilizados”, semelhantes opiniões se converteram numa espécie de dogma, de religião da sociedade instrída-, que foi necessário, antes de mais nada, opor uma série ampla de fatos que mostram a vida dos animais e dos homens completamente desde outro ângulo.

Era necessário mostrar, em primeiro lugar, o papel predominante que desempenham os costumes sociais na vida da natureza e na evolução progressiva, tanto das espécies animais como igualmente dos seres humanos.

Era necessário demonstrar que os costumes de apoio mútuo dão aos animais melhor proteção contra seus inimigos, que fazem menos difícil obter alimentos (provisões invernais, migrações, alimentação sob a vigilância de sentinelas, etc.), que aumentam o prolongamento da vida, e devido a isto facilitam o desenvolvimento das faculdades intelectuais que deram aos homens, aparte das vantagens citadas,

comuns com as dos animais, a possibilidade de formar aquelas instituições que ajudaram à humanidade a sobreviver na luta dura com a natureza e a aperfeiçoar-se, apesar de todas as vicissitudes da história. Assim o fiz. E por isto o presente livro é livro da lei de ajuda mútua considerada como uma das principais causas ativas do desenvolvimento progressivo, e não a investigação de todos os fatores de evolução e seu valor respectivo. Era necessário escrever este livro antes de que for a possível pesquisar a questão da importância respectiva dos diferentes agentes da evolução."


O livro é baseado em idéias evolucionistas, estudando e contestando-as, tais como de Darwin e Lamarck - dentre outros citados no decorrer do livro -, e desenvolve a idéia da Ajuda Mútua entre os indivíduos de todas espécies, tanto da mesma, quanto entre várias. O roteiro de estudo do geográfico anarquista é maravilhoso e rico de informações, e no início do livro explica como Kropotkin tornou-se anarquista.

O livro tem vários erros, como palavras em espanhol e víruglas, aspas e parênteses fora do lugar, devido à não revisão pós-tradução. Estou a revisar, e irei postar o livro aqui revisado.

Clique aqui para fazer o download do livro nas condições citadas.


Eis uma grande sugestão de leitura para melhor compreensão do raciocínio de Ordem Natural.