Trocarmos idéias sobre o que achamos à respetio de liberdade, emancipação, anarquia. Isso seria como uma base para desenvolvermos mais idéias no decorrer dos debates.
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«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.» Eça de Queirós
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«Se VOTAR mudasse alguma coisa, o VOTO já teria sido banido.» Emma Goldman |
Anarquia é a Ordem Natural. Sociedade organizada naturalmente[1] através
de leis naturais [2]. Sua base é a educação, educação
mesmo, não a falsa educação, que é um dos principais
veículos de alienação, que há hoje, no sistema
capitalista[3].
Resumindo, uma sociedade autogestionada, organizada pelos trabalhadores mutuamente,
isto é, cada um exercendo seu cargo, sendo este essencial para toda a sociedade,
com a educação
como base das realções, baseada no cooperativismo e apoio-mútuo[4],
organizada pelo respeito e a responsabilidade, que por sua vez é a única
forma de ser totalmente libertária e igualitária.
Se conhece por Anarquia no mundo como desordem, ausência de leis, de
governo, caos. Mal sabem que Anarquia é a organização
natural, que tanto é possível viver sem a necessidade de tal
autoridade e regras, pois é natural do ser humano.
Quem nasce com esse conceito, quando adulto tal conceito é refletido[5],
mas alguns conseguem escapar dessa alienação.
Cada qual teria sua função na sociedade, cada qual desenvolveria em conjunto
com outros de seu ramo (formando as cooperativas) o trabalho essencial para
ele e para todos, com a consciencia de que o outro também está exercendo o
respectivo cargo. Um trabalho realizado sem a alienação e a intensa ordem exercida
e proporcionadas pelo capitalismo e a relação entre patrão/trabalhador, um
trabalho realizado pelo trabalhador, este sabendo o que está desenvolvendo
e sabendo para que será feito, e com condições humanas, físicas e psicológicas,
é realizado com mais satisfação, e conseqüêntemente com
melhores resultados.
Isso já exclui a idéia de alguma instituição para
governar tal sociedade, e trás a real liberdade e igualdade, que tanto
lutam, pois, para viver em liberdade, enfim, com leis naturais, precisa de
uma lei natural, uma das mais importantes, a Responsabilidade.[6]
"
A idéia de contrato exclui aquela de governo: Sr. Ledru-Rollin, que é um
advogado, e cuja atenção eu chamo a esse ponto, deve saber. O
que caracteriza o contrato é o acordo por troca igual; e por virtude
desse acordo que a liberdade e o bem-estar aumentará; enquanto pelo
estabelecimento da autoridade, ambos diminuem. Isso será evidente se
refletirmos que contrato é o ato pelo qual dois ou mais indivíduos
concordam em se organizarem, por um propósito e tempo definido, o que
o poder industrial chamou de troca; e em conseqüência, se obrigaram
um ao outro, e reciprocamente garantiu uma certa quantidade de serviço,
produtos, vantagens, deveres, etc., os quais eles estão em posição
de obter e darem uns aos outros; reconhecendo que eles só caso contrário
perfeitamente independentes, seja para consumo ou para produção.
Entre partes contratantes há necessariamente para cada, um interesse
pessoal real; isso implica que um homem negocia com o objetivo de assegurar
sua liberdade e sua recompensa ao mesmo tempo, sem nenhuma perda possível.
Entre governante e governado, pelo contrário, não importa como
o sistema de representação ou de delegação da função
governamental é arranjado, há necessariamente alienação
de uma parte da liberdade e de meios do cidadão; em retorno pela vantagem
que explicamos acima."
Idéia Geral da Revolução no Século XIX - Capítulo
IV - Princípio da Autoridade; Proudhon - Joseph-Pierre [7]
Em relação à conflitos emocionais entre duas pessoas,
a medida aplicável é a intervenção familiar com
a responsabilidade de acalmar o conflito, e, se necessário, a criação de uma
pequena assembléia com pessoas já conhecidas por ambas as partes para a resolução
mais rápida e viável de tal caso. Porém,
muito, mas muitos conflitos que são gerados por ganância, inveja
no nosso sistema acabariam, pela questão da educação,
respeito, solidariedade, fraternidade.
Negamos o capital como moedas de trocas, primeiro pela idéia de contrato
social com base na educação, segundo pela extinção
do crédito à esta moeda de trocas, e total crédito ao
trabalho.
Não há necessidade nem é viável a existência
da moeda de trocas, do capital: não é necessário tudo
que, tenha valor útil, tenha valor de troca medido por economias.
O capital em sí é um roubo, é explorador!
Trabalho gera o capital que por sua vez facilitaria o sistema de trocas. Então,
o crédito, o que resultaria do trabalho, indiretamente ou diretamente,
se tende ao capital, o que não é justo. Não se deve existir
crédito
ao capital, somente ao trabalho.
O proletário trabalha, e o patrão, que não trabalha, o
paga.
Mentira!
O trabalhador paga ao patrão, não o inverso.
O trabalhador, através de sua obra realizada, gera N de arrecadamento
por mês, que todo o arrecadamento vai ao patrão: este, então,
separa uma parte para a manutenção da empresa e do trabalho; outra para ele
mesmo, o lucro; outra para as necessidades do trabalho; e outra para o trabalhador,
o "pagamento";
sendo que o próprio
trabalhador deveria gerenciar o capital, que por sua vez gerou o crédito,
que foi arrecadado.
Então, gerou N, que é igual a x+y+z, sendo x o investimento
na emprsa,
as necessidades para o trabalho, y o que o trabalhador ganha, e z o lucro do
proprietário(!).
Então, o lucro não passa de uma taxa que o próprio trabalhador
pagou ao patrão, sem este ter produzido absolutamente nada.
"
Com efeito, para que as condições fossem iguais, nesta hipótese
da separação do trabalho e capital, seria preciso que, como o
capitalista se desenvolve através do capital, sem trabalhar, também
o trabalhador pudesse se desenvolver através de seu trabalho, sem o
capital. Ora, não é que acontece."
Proudhon Manifesto Eleitoral do Povo - 1848 [8]
Outro exemplo de que o crédito é do capital e não do trabalho,
e isto é injusto, é que, uma pessoa que hoje é o patrão,
e trabalhou bastante em toda sua vida, está acima de uma catadora de
lixo! Oras, se fosse o crédito ao trabalho, ambas estariam nas mesmas
condições. E estão?
Como, em apenas uma moeda de troca, pode haver crédito? O que ela faz
de produtivo?
Eis um dos motivos do crédito do capital ser um roubo.
O crédito do capital só gera desigualdade e intensas injustiças,
como exemplo, um indivíduo que, um dia trabalhou muito, hoje sua situação
financeira está ótima, se o crédito fosse ao trabalho,
todo e qualquer outro indivíduo estaria em boas condições,
tal como aquele está. Mas não, o crédito está corroído;
de crédito, passa a ser um roubo.
Não temos a necessidade de uma moeda de trocas.
A idéia do Contrato social exclui aquela do governo [...], e do capital
também!
Proudhon já afirmava isso, sem complementar sua frase.
Por isso dizemos: "Total crédito ao trabalho, que por sua vez não
passa de crédito natural, crédito justo!"
-------
Sugiro que leia para seguir o raciocínio:
¹
Considera-se ordem natural pois se baseia em leis naturais.
² Leis Naturais:
http://paulonulo.blogspot.com/2008/04/leis-naturais-e-leis-estatais-regras.html
3 Educação:
A educação é a base de tudo. É a forma de desenvolver
o raciocínio de algum indivíduo, e influencia para o sistema
de tal sociedade. No sistema anarquista, é a base de uma sociedade justa,
libertária, igualitária, responsável, enfim, "regida" por
leis naturais. Mas em qualquer outro sistema onde haja poder capital, hierarquia,
adoração à um só indivíduo ou ser criado
pelo homem, por extinto humano a educação se distorce, tronando
somente mais um, e, provavelmente o mais importante, meio de manipulação
de tal sistema.
Paulo Afonso.
4 Livro O Apoio-Mútuo - Piotr Kropotkin
http://www.4shared.com/file/48916932/13a9ec2c/O_APOIO_mutuo.html
5 Alienação da necessidade de autoridade:
http://www.4shared.com/file/53085529/627d35b2/Definio_de_Anarquia_-_Errico_Malatesta_-_BPI.html
6 A responsabilidade é a base para o anarquismo e a manutenção e organização em uma sociedade autogestionada. Ela é garantida, geralmente, pela satisfação de se viver e fazer algo.
7 Idéia Geral da Revolução no Século XIX - Capítulo
IV - Princípio da Autoridade - Proudhon
http://www.4shared.com/file/48919216/72c4b500/Proudhon_-_Idia_Geral_Da_Revoluo_No_Sculo_Dezenove.html
8 Princípio da Idéia de Mutualismo - Retirado de Manifesto Eleitoral
do Povo (1848) - Proudhon
http://www.4shared.com/file/62179916/fbd7751f/Estudo_de_Mutualismo_-_Proudhon_-_BPI.html
"Aquele que botar as mãos sobre mim
para me governar é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo."
“Como o direito de ocupar é igual para todos, a posse varia de acordo com o número de possuidores; a propriedade não pode se formar ”
"Se a propriedade é de quem nela trabalha, enquanto um grupo produz nesta propriedade, ele tem seu direito de posse. Se amanhã, esse grupo for substituído por outro, este outro grupo terá a posse desta propriedade. A posse impede que uma ou mais pessoas se apropriem de uma propriedade para utilizá-la em benefício próprio, por meio da exploração. A propriedade só pode ganhar vida com o trabalho, ou seja, quem ocupa uma determinada propriedade, e nela trabalha, é aquele que detém a sua posse"
"em filosofia, em política, em teologia, em história, negação é um requerimento preliminar para uma afirmação. Todo progresso ao abolir algo; toda reforma descansa sobre a denúncia de algum abuso; cada nova idéia é baseada na comprovada insuficiência da idéia anterior."
"eu, tendo demonstrado novamente, sob os olhares dos meus leitores, a ilegitimidade e fraqueza de poder do governo como um princípio de ordem, farei se levantar dessa negação uma idéia afirmativa, produtiva, que deve levar a uma nova forma de civilização."
"A idéia de contrato exclui aquela de governo: Sr. Ledru-Rollin, que é um advogado, e cuja atenção eu chamo a esse ponto, deve saber. O que caracteriza o contrato é o acordo por troca igual; e por virtude desse acordo que a liberdade e o bem-estar aumentará; enquanto pelo estabelecimento da autoridade, ambos diminuem. Isso será evidente se refletirmos que contrato é o ato pelo qual dois ou mais indivíduos concordam em se organizarem, por um propósito e tempo definido, o que o poder industrial chamou de troca; e em conseqüência, se obrigaram um ao outro, e reciprocamente garantiu uma certa quantidade de serviço, produtos, vantagens, deveres, etc., os quais eles estão em posição de obter e darem uns aos outros; reconhecendo que eles só caso contrário perfeitamente independentes, seja para consumo ou para produção.
Entre partes contratantes há necessariamente para cada, um interesse pessoal real; [4] isso implica que um homem negocia com o objetivo de assegurar sua liberdade e sua recompensa ao mesmo tempo, sem nenhuma perda possível [4]. Entre governante e governado, pelo contrário, não importa como o sistema de representação ou de delegação da função governamental é arranjado, há necessariamente alienação de uma parte da liberdade e de meios do cidadão; em retorno pela vantagem que explicamos acima."
"Que democracia é feita para deuses, não para o homem."
"A idéia de Anarquia foi vagamente implantada na mente do povo quando encontrou jardineiros auto-intitulados que a regaram com suas calúnias, a fertilizaram com suas interpretações equivocadas, a esquentaram na estufa do seu ódio, a apoiaram através de suas oposições estúpidas. Hoje, graças a eles, nasceu a idéia anti-governamental, a idéia de Trabalho, a idéia de Contrato, que está crescendo, subindo, tomando com seus rebentos as sociedades dos trabalhadores, e logo, como o grão de mostarda do Evangelho, formará uma grande árvore, com ramos que cobrem a terra.
A soberania da razão sendo substituída por aquela da Revolução,
A noção de Contrato sucedendo a de Governo,
Evolução histórica levando a sociedade inevitavelmente a um novo sistema,
Crítica econômica mostrando que instituições políticas devem ser eliminadas numa organização industrial,
Podemos concluir sem medo que a fórmula revolucionária não pode ser Legislação Direta, nem Governo Direto, nem Governo Simplificado, ou seja, é Não-Governo.
Nem monarquia, nem aristocracia, nem mesmo democracia, no âmbito que implique qualquer governo, mesmo agindo no nome do povo e atendendo pelo povo. Nenhuma autoridade, nenhum governo, nem mesmo popular, essa é a Revolução.
Legislação direta, governo direto, governo simplificado, são mentiras clássicas, que eles em vão tentam rejuvenescer. Direto ou indireto, simples ou complexo, governar o povo será sempre manusear o povo. Sempre são homens dando ordens a outro, a ficção que dá fim a liberdade; força bruta encurta as questões, no lugar da justiça, a única que pode resolvê-las; ambição obstinada, que faz da devoção e credulidade um trampolim."
"Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você: faça aos outros o que você gostaria que fizessem com você."
"Então, como princípios não podem estar enganados, assim como apenas homens têm o direito de serem ilógicos, o Governo, tanto o de Rousseau quanto o da Constituição de 89, e todos aqueles que o sucederam, é sempre, apesar das formas de eleições, apenas um Governo por direito divino, uma autoridade mística e sobrenatural, que se impõe sobre a liberdade e consciência, enquanto toma ares de pedir seu apoio."
"[...]na essência dos direitos, na direção a imprimir na sociedade, na organização das forças industriais, sobre meu trabalho, minha subsistência, minha vida, sobre essa própria hipótese de governo que estamos discutindo, eu rejeito toda autoridade suspeitável, todas as soluções indiretas; Eu não reconheço nenhum [13] tribunal [13]; eu desejo negociar diretamente e individualmente, por mim mesmo; o sufrágio universal sob meus olhos não passa de uma loteria."
"A comunidade (Por 'comunidade' Proudhon entende, como aliás ele mesmo o diz, o 'sistema comunista': uma 'tirania mística e anônima', 'a pessoa humana destruída de suas prerrogativas') é opressão e servidão. O homem quer na verdade se submeter à lei do dever, servir sua pátria, obsequiar seus amigos, mas ele quer trabalhar naquilo que lhe agrada, quando lhe agrada, tanto quanto lhe agrade; ele quer dispor de suas horas, obedecer somente à necessidade, escolher seu amigos, suas diversões, sua disciplina; prestar serviço por satisfação, não por obdem; sacrificar-se por egoísmo e não por uma obrigação servil. A comunidade é essencialmente contária ao livre exercício de nossas faculdades, a nossos pendores mais nobres, a nossos sentimentos mais íntimos; tudo o que se imaginar para conciliá-la com as exigências da razão individual e da vontade não levará senão a mudar a coisa conservando o nome; ora, se nós procurarmos a verdade de boa-fé, devemos evitar mas disputas de palavra.
Assim, a caomunidade viola a autonomia da consciência e a igualdade; a primeira, comprimindo a espontaneidade do espírito e do coração, o livre-arbítrio na ação e no pensamento; a segunda, recompensando com uma igualdade de bem-estar o trabalho e a preguiça, o talento e a asneira, o próprio vício e a virtude"
"Em todo caso, homens do poder, eis o que vos diz o produtor, o proletário, o escravo, aquele que vós aspirais fazer trabalhar para vós: Eu não exijo os bens nem as braças (comprimento dos dois braços) de ninguém, e não estou disposto a admitir que o fruto de meu trabalho torna-se presa de outro. Eu também quero a ordem, tanto e mais que aqueles que a pertubam por seu pretenso governo; mas eu a quero como um efeito de minha vontade, uma condição de meu trabalho e uma fé de minha razão. Eu não a suportarei jamais vindo de um a vontade estranha e me impondo por condições prévias a servidão e o sacrifício."
"Leis! Sabe-se o que elas são e o que elas valem. Teias de aranha para os poderosos e os ricos, cadeias que arma alguma teria meios de romper para os pequenos e os pobres, rede de pesca entre as mãos do governo"
“Continuaremos a preparar a revolução libertadora que deverá assegurar a todos a justiça, a liberdade e o bem-estar”
"Daí (propriedade privada, Estado e Religião [antes, Clero]) o espírito patriótico, os ódios raciais, as guerras e as pazes armadas, mais desastrosas do que as próprias guerras. O amor transformado em negócio ignóbil. O ódio mais ou menos latente, a rivalidade, a desconfiança, a incerteza e o medo entre os seres humanos.
Queremos mudar radicalmente tal estado de coisas. E visto que todos estes males derivam da busca do bem-estar perseguido por cada um por si e contra todos, queremos dar-lhe uma solução, substituindo o ódio pelo amor, a concorrência pela solidariedade, a busca exclusiva do bem-estar pela cooperação, a opressão pela liberdade, a mentira religiosa e pseudocientífica pela verdade.
Em conseqüência:
1) Abolição da propriedade privada da terra, das matérias-primas e dos instrumentos de trabalho – para que ninguém disponha de meio de viver pela exploração do trabalho alheio –, e que todos, assegurados dos meios de produzir e de viver, sejam de fato independentes e possam associar-se livremente, uns aos outros, no interesse comum e conforme as simpatias pessoais.
2) Abolição do governo e de todo poder que faça a lei para impô-la aos outros: portanto, abolição das monarquias, repúblicas, parlamentos, exércitos, polícias, magistraturas e toda instituição que possua meios coercitivos.
3) Organização da vida social por meio das associações livres e das federações de produtores e consumidores, criadas e modificadas segundo a vontade dos membros, guiadas pela ciência e pela experiência, liberta de toda obrigação que não derive das necessidades naturais, às quais todos se submetem de bom grado quando reconhecem seu caráter inelutável.
4) Garantia dos meios de vida, de desenvolvimento, de bem-estar às crianças e a todos aqueles que são incapazes de prover sua existência.
5) Guerra às religiões e todas as mentiras, mesmo que elas se ocultem, sob o manto da ciência. Instrução científica para todos, até os graus mais elevados.
6) Guerra ao patriotismo. Abolição das fronteiras, fraternidade entre todos os povos.
7) Reconstrução da família, de tal forma que ela resulte da prática do amor, liberto de todo laço legal, de toda opressão econômica ou física, de todo preconceito religioso.
Tal é o nosso ideal."
"O ódio não produz o amor, e com o ódio não se renova o mundo. A revolução pelo ódio seria um fracasso completo ou então engendraria uma nova opressão, que poderia se chamar até mesmo anarquista, assim como os homens de Estado atuais se dizem liberais, mas nem por isso deixaria de ser uma opressão e não deixaria de produzir os efeitos que toda a opressão causa."
"Queremos abolir a propriedade individual e a autoridade, isto é, expropriar os proprietários da terra e do capital, derrubar o governo, e colocar à disposição de todos a riqueza social, a fim de que todos possam viver a seu modo, sem outros limites senão aqueles impostos pelas necessidades, livre e voluntariamente reconhecidas e aceitas. Em resumo, realizar o programa socialista-anarquista. E estamos convencidos (a experiência cotidiana nos confirma) que se os proprietários e o governo dominam graças à força física, devemos, necessariamente, para vencê-los, recorrer à força física, à revolução violenta. Somos, portanto, inimigos de todas as classes privilegiadas e de todos os governos, e adversários de todos aqueles que tendem, mesmo de boa fé, a enfraquecer as energias revolucionárias do povo e a substituir um governo por outro."
"Anarquia significa sociedade organizada sem autoridade, compreendendo-se autoridade como a faculdade de impor sua vontade. Todavia, também significa o fato inevitável e benéfico que aquele que compreende melhor e sabe fazer uma coisa, consegue fazer aceitar mais facilmente sua opinião. Ele serve de guia, quanto a esta coisa, aos menos capazes que ele.
Segundo nossa opinião, a autoridade não é necessária à organização social, mais ainda, longe de ajudá-la, vive como parasita, incomoda a evolução e favorece uma dada classe que explora e oprime as outras. Enquanto há harmonia de interesses em uma coletividade, enquanto ninguém pode frustrar outras pessoas, não há sinal de autoridade. Ela aparece com a luta intestina, a divisão em vencedores e vencidos, os mais fortes confirmando a sua vitória.
Temos esta opinião e é por isso que somos anarquistas, caso contrário, afirmando que não pode existir organização sem autoridade, seremos autoritários. Mas ainda preferimos a autoridade que incomoda e desola a vida, à desorganização que a torna impossível."
"É melhor estarmos desunidos que mal unidos. Mas gostaríamos que cada um se unisse com seus amigos e que não houvessem forças isoladas, forças perdidas."
"não se trata de alcançar a anarquia hoje, amanhã ou em dez séculos, mas caminhar para a anarquia hoje, amanhã e sempre"
"Sem dúvida, a imprensa capitalista serve-se, uma vez mais, deste caso para atacar os anarquistas. Ao ler os jornais burgueses, dir-se-ia que a anarquia, este sonho de justiça e de amor entre os homens, nada mais é senão roubo e assassinato. Com tais mentiras e calúnias, conseguem, com certeza, afastar de nós, muitos daqueles que estariam conosco se ao menos soubessem o que queremos.
Não é inútil repetir, portanto, qual é nossa atitude de anarquistas em relação à teoria e à prática do roubo."
"Um dos pontos fundamentais do anarquismo é a abolição do monopólio da terra, das matérias-primas e dos instrumentos de trabalho, e, conseqüentemente, a abolição da exploração do trabalho alheio exercida pelos detentores dos meios de produção. Toda apropriação do trabalho alheio, tudo o que serve a um homem para viver sem dar à sociedade sua contribuição à produção, é um roubo, do ponto de vista anarquista e socialista."
"" Por outra parte, tendo chegado a meu conhecimento a conferência “Sobre a lei da ajuda mútua”, do professor Kessler, então decano da Universidade de São Petersburgo, que pronunciou num Congresso de naturalistas russos, em janeiro de. 1880, vi que arrojava nova luz sobre toda esta questão. Segundo a opinião de Kessler, além da lei de luta mútua, existe na natureza também a lei de ajuda mútua, que, para o sucesso da luta pela vida e, particularmente, para a evolução progressiva das espécies desempenha um papel bem mais importante do que a lei da luta mútua.
Esta hipótese, que não é em realidade mais do que o desenvolvimento máximo das idéias anunciadas pelo mesmo Darwin em sua Origem do homem, pareceu-me tão justa e tinha tão enorme
importância, que, desde que tive conhecimento disso, em 1883, comecei a reunir materiais para o máximo desenvolvimento desta idéia que Kessler mal tocou, em seu discurso, e não teve tempo de desenvolver já que morreu em 1881. "
Quando se interessou nas idéias evolucionistas de Kessler, começando todo seu raciocínio.
"A conferência de Lanessan tem mais bem o caráter de um plano geral de trabalho, brilhantemente exposto, como uma obra na qual fora examinado o apoio mútuo começando desde as rochas a orlas do mar, e passando ao mundo dos vegetais dos animais e dos homens.
Quanto à obra recém editada de Büchner, apesar de que induz à reflexão sobre o papel da ajuda mútua na natureza, e de que é rica em fatos, não estou de acordo com sua idéia dominante. O livro se inicia com um hino ao amor, e quase todos os exemplos são tentativas para demonstrar a existência do amor e a simpatia entre os animais. Mas, reduzir a sociabilidade dos animais ao amor e à
Simpatia significa restringir sua universalidade e sua importância, exatamente o mesmo que uma ética humana baseada no amor e a simpatia pessoal conduz nada mais que a restringir a concepção do sentido moral em sua totalidade.
De nenhum modo me guia o amor para o dono de uma determinada casa a quem muito com freqüência nem sequer conheço quando, vendo sua casa presa das chamas, tomo um cubo com água e corro para ela, ainda que não tema pela minha. Guia-me um sentimento mais amplo, ainda que é mais indefinido, um instinto, mais exatamente dito, de solidariedade humana; isto é, de caução solidária entre todos os homens e de sociabilidade.
O mesmo se observa também entre os animais. Não é o amor, nem sequer a simpatia (compreendidos no sentido verdadeiro destas palavras) o que induz ao rebanho de ruminantes ou cavalos a formar um círculo com o fim de defender-se das agressões dos lobos; de nenhum modo é o amor o que faz que os lobos se reúnam em manadas para caçar; exatamente o mesmo que não é o amor o que obriga aos corderillos e aos gatinhos a entregar-se a seus jogos, nem é o amor o que junta as crianças outonais das aves que passam juntas dias inteiros durante quase todo o outono.
Por último também não pode atribuir-se ao amor nem à simpatia pessoal o fato de que muitos milhares de gamos, disseminados por territórios de extensão comparável à de França, reúnam-se em dezenas de rebanhos isolados que se dirigem, todos, para um ponto conhecido, com o fim de atravessar o Amur e emigrar a uma parte mais temperada da Manchúria. Em todos estes casos, o papel mais importante o desempenha um sentimento incomparavelmente mais amplo do que o amor ou a simpatia pessoal. Aqui entra o instinto de sociabilidade, que se desenvolveu lentamente entre os animais e os homens em decorrência de um período de evolução extremamente longo, desde os estádios mais elementares, e que ensinou por igual a muitos animais e homens a ter consciência dessa força que eles adquirem praticando a ajuda e o apoio mútuos, e também a ter consciência do prazer que se pode achar na vida social. "
Começa sobre o conteúdo do livro A lutte pour I’existence et l’association
pour a lutte, conferência de Lanessan, que muito mencionava que o amor era a base do apoio-mútuo.
"Quando as instituições de ajuda mútua, isto é, a organização tribal, a comuna aldeana, as guildas, a cidade da idade média começaram a perder em decorrência do processo histórico seu caráter primitivo, quando começaram a aparecer nelas os excessos parasitários que lhes eram estranhos, devido ao qual estas mesmas instituições se transformaram em obstáculo para o progresso, então a
rebelião dos indivíduos na contramão destas instituições tomava sempre um caráter duplo.
Uma parte dos rebeldes se começava em purificar as velhas instituições dos elementos estranhos a ela, ou em elaborar formas superiores de livre convivência, baseadas uma vez mais nos princípios de ajuda mútua; trataram de introduzir, por exemplo, no direito penal, o princípio de compensação (multa), em lugar da lei do Talión, e mais tarde, proclamaram o “perdão das ofensas”, isto é, um ideal
ainda mais elevado de igualdade ante a consciência humana, em lugar da “compensação” que se pagava segundo o valor de classe do danificado.
Mas ao mesmo tempo, a outra parte desses indivíduos, que se rebelaram contra a organização que se tinha consolidado, tentavam simplesmente destruir as instituições protetoras de apoio mútuo a fim de impor, em lugar destas, sua própria arbitrariedade, acrescentar deste modo suas riquezas próprias e fortificar seu próprio poder.
Nesta tríplice luta entre as duas categorias de indivíduos, os que se tinham rebelado e os protetores do existente, consiste toda a verdadeira tragédia da história. Mas, para representar esta luta e estudar
honestamente o papel desempenhado no desenvolvimento da humanidade por cada uma das três forças citadas, fará falta, pelo menos, tantos anos de trabalho como tive de dedicar a escrever este livro."
"Nineteenth Century, James Knowles"
Nome da Revista em que publicava seus textos e o nome do dono da revista.
"Numa palavra, rejeitamos toda legislação, toda autoridade e toda influência privilegiada, titulada, oficial e legal, mesmo emanada do sufrágio universal, convencido de que ela só poderia existir em proveito de uma minoria dominante e exploradora, contra os interesses da imensa maioria subjugada.
Eis o sentido no qual somos realmente anarquistas."
"A liberdade do homem consiste unicamente nisto: ele obedece às leis naturais porque ele próprio as reconheceu como tais, não porque elas lhe foram impostas exteriormente, por uma vontade estranha, divina ou humana, coletiva ou individual, qualquer."
"Suponde uma academia de sábios, composta pelos representantes mais ilustres da ciência; imaginai que esta academia seja encarregada da legislação, da organização da sociedade, e que, inspirando-se apenas no amor da mais pura verdade, ela só dite leis absolutamente conforme às mais recentes descobertas da ciência. Pois bem, afirmo que esta legislação e esta organização serão uma monstruosidade. É que uma academia científica, revestida desta soberania por assim dizer absoluta, ainda que fosse composta pelos homens mais ilustres; acabaria infalivelmente, e em pouco tempo, por se corromper moral e intelectualmente. E atualmente, com o pouco de privilégios que lhes deixam, a história de todas as academias. O maior gênio científico, no momento em que se torna acadêmico, um sábio oficial, reconhecido, decai inevitavelmente e adormece. Perde sua espontaneidade, sua ousadia revolucionária, e a energia incômoda e selvagem que caracteriza a natureza dos maiores gênios, sempre chamada a destruir os mundos envelhecidos e a lançar os fundamentos dos novos mundos. Ganha sem dúvida em polidez, em sabedoria utilitária e prática, o que perde em força de pensamento. Numa palavra, ele se corrompe."
"É próprio do privilégio e de toda posição privilegiada matar o espírito e o coração dos homens. O homem privilegiado, seja política, seja economicamente, é um homem depravado de espírito e de coração."
"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana”
"Muitas pessoas dizem que o governo é necessário porque há pessoas que não sabem portar-se bem, mas os anarquistas dizem que o governo é prejudicial porque não se pode confiar em ninguém para conduzir os outros. Se todos os homens são de tal maneira maus que devam ser governados por outrem, dizem eles, quem é então suficientemente bom para governar os outros? O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente. Por outro lado as riquezas da terra são produzidas pelo trabalho da humanidade inteira e todos os homens têm igual direito em tomar parte nesse trabalho e a gozar do seu produto. O anarquismo é um modelo ideal que exige, ao mesmo tempo, a liberdade total e a igualdade total."
"Pode-se considerar o anarquismo como um desenvolvimento quer do liberalismo, quer do socialismo, quer dos dois. Como os liberais, os anarquistas querem a liberdade: como os socialistas, querem a igualdade. Mas só o liberalismo ou só o socialismo não os satisfaz. A liberdade sem igualdade significa que os pobres e os fracos são menos livres que os ricos e os fortes e a igualdade sem liberdade significa que somos todos escravos em conjunto. A liberdade e a igualdade não são contraditórias, mas complementares: em vez da velha polarização liberdade-igualdade segundo a qual mais liberdade significaria menos igualdade e vise-versa , os anarquistas fazem notar que, na prática, não se pode ter uma sem outra. A liberdade não é autêntica se alguns forem demasiado pobres ou demasiado fracos para dela gozarem e a igualdade não é autêntica se alguns forem governados por outros. A contribuição decisiva dos anarquistas para a teoria política é a constatação de que liberdade e igualdade são afinal de contas a mesma coisa."
"Os anarquistas consideram [...] muitas vezes que não há progresso algum. Nós vemos a história não como um desenrolar linear ou dialético numa determinada direção, mas como um processo dualista. A história de todas as sociedades humanas é a história duma luta entre governantes e governados, entre opulentos e miseráveis, entre os que querem comandar e ser comandados e os que querem libertar-se, assim como aos seus camaradas; os princípios de autoridade e de liberdade, de governo e de rebelião, de Estado e de sociedade estão em perpétuo conflito. Esta tensão nunca é resolvida; o movimento da humanidade vai tanto num sentido, como no outro.[...]
Os acontecimentos históricos só são bem vindos na medida em que aumentam a liberdade e a igualdade para toda a gente, não há nenhuma razão para chamar bom o que é mau,
simplesmente porque é inevitável. Nós não podemos fazer nenhuma previsão útil para o futuro e não podemos estar certos que o mundo será melhor. A nossa única esperança é que, à medida que o conhecimento e a consciência se desenvolvem, as pessoas tornar-se-ão mais aptas para descobrirem que podem organizar-se sem necessidade de nenhuma autoridade."
"Todos contam com o governo: os liberais, ostensivamente, para preservarem a liberdade, mas na verdade para impedirem a igualdade; os socialistas, ostensivamente, para preservarem a igualdade, mas na verdade para impedirem a liberdade."
"anarquistas não rejeitam a organização, se bem que aí esteja um dos preconceitos mais fortes contra eles. A maioria das pessoas admite sem dificuldade que a anarquia possa não significar apenas caos e confusão e que os anarquistas não queiram a desordem, mas a ordem sem governo; porém têm a certeza de que a anarquia significa a ordem que surge espontaneamente e que os anarquistas recusam a organização. É o contrário da verdade. Na realidade, querem muito mais organização, mas sem autoridade. O preconceito contra o anarquismo deriva dum preconceito acerca da organização; não se pode imaginar que esta não assenta na autoridade, que de fato funciona melhor sem autoridade. Um instante de atenção mostra à evidência que, logo que a obrigação seja substituída pelo consentimento, haverá mais discussões e planos, não menos. Todos os que forem atingidos por uma decisão poderão tomar parte na sua elaboração e ninguém poderá deixar tal tarefa a funcionários pagos ou a representantes eleitos. Sem regras a observar, sem precedentes a seguir, cada decisão deverá ser tomada pela primeira vez. Sem dirigentes a quem obedecer, sem guias a seguir, cada um será capaz de tomar a sua própria decisão. Para que tudo funcione, a multiplicidade e a complexidade dos laços entre os indivíduos serão aumentadas, não reduzidas. Uma tal organização pode ser um esboço e ineficaz, mas colará de mais perto as necessidades e aos sentimentos das pessoas envolvidas. Se não se pode fazer alguma coisa senão graças à antiga forma de organização, com a sua autoridade e o seu constrangimento é que não vale provavelmente a pena faze-la e seria melhor pô-la de lado."
"pela sua propria natureza, a injustica nao poderia manter-se por muito tempo. Mas o governo coloca sua mão sobre a mola que impulsiona a sociedade e impede que esta se mova"
“Toda a posição do anarquismo é completamente diferente de qualquer outro movimento socialista autoritário. Ela tolera variações e rejeita a idéia de gurus políticos ou religiosos. Não existe um profeta fundador a quem todos devam seguir.
Os anarquistas respeitam seus mestres, mas não os reverenciam, e o que distingue qualquer boa compilação que pretenda representar o pensamento anarquista é a liberdade doutrinária com que os autores desenvolveram idéias próprias de forma original e desinibida.”
“Aquelas comunidades -escreveu- do que encerram a maior quantidade de membros que simpatizam entre si, florescerão melhor e deixarão maior quantidade de descendentes”
" Se na história, nunca ninguém morreu de exaltar tanto prazer em um certo momento, sou um candidato a ser o primeiro. "
" A educação é a base de tudo. É a forma de desenvolver o raciocínio de algum indivíduo, e influencia para o sistema de tal sociedade. No sistema anarquista, é a base de uma sociedade justa, libertária, igualitária, responsável, enfim, "regida" por leis naturais. Mas em qualquer outro sistema onde haja poder capital, hierarquia, adoração à um só indivíduo ou ser criado pelo homem, por extinto humano a educação se distorce, tronando somente mais um, e, provavelmente o mais importante, meio de manipulação de tal sistema. "
" Por natureza o ser humano se baseia em leis naturais, pois elas são do instinto dele. Podemos reparar que, não precisa de alguma regra para alguém tratar o próximo com respeito quando não há conflito emocional, não precisa de regras para o ser humano ajudar, no mínimo que seja, o outro. Mas o sistema corrompe o indivíduo e faz com que ele seja competitivo, causa stress até um certo ódio, inveja, de um para outro, devido a valores inúteis, como o dinheiro e a fama. "
" Sistema de Trocas:
Eu seguiria um Contrato Social, do estido do de Proudhon, onde duas pessoas fariam um acordo, sem burocracia, mas sim com responsabilidade, respeito, apoio-mutuo, o qual sustentasse um a necessidade do outro, e assim formariam vários Contratos, formando um elo federativo entre todas sociedades. Isso já exclui a idéia de alguma instituição
para governar tal sociedade, e traz a real liberdade e igualdade, que tanto lutam, pois, para viver em liberdade, enfim, com leis naturais, precisa de uma lei natural, uma das mais importantes, a Responsabilidade. "
" No socialismo, a classe ploretária se ergueria ao poder, e a burguesia iria abaixo:
e seria mais um motivo à um novo "socialismo", agora da parte da burguesia.
Não quero supremacia de classe, ou matar alguem de tal classe, mas sim o fim das classes. "
" A Anarquia, ordem natural, nada mais é que um sonho hedonista."
" Liberalismo x Socialismo: Supremacia do patrão versus supremacia do estado. Qual é pior?
Acreditar à quem
apenas visa o lucro (o comércio é feito único e exclusivamente de lucro),
ou à ditadores?
Liberalismo e Socialismo: Duas faces da mesma moeda, a moeda da Liberdade Forjada. "
"À todos que se dizem contra a anarquia com argumentos que seja baderna, desordem:
Anarquia é a ausência do estado, autoridade e leis. Sim.
Mas, também, é a ausência do sistema capitalista, e isto, indiretamente, ninguém pensa.
O sistema capitalista em sí necessita de leis e estado, por gerar desigualdade, fome miséria, crime, porém anarquia não.
Digamos que anarquia é a ausência do capitalismo SOMADO com a ausência do estado, leis.
Anarquia não é baderna, é Ordem Natural.
Àquele que diz: "[i]Se com lei já é assim, imagina sem[/i]?
Este argumento é um exemplo, a pessoa está considerando o SISTEMA ATUAL sem leis, e o sistema atual é o capitalismo, que por nautreza, necessita de leis, então seria uma baderna mesmo.
Em tais argumentos, a pessoa indiretamente está indo contra o capitalismo, o que a anarquia é contra: isso mesmo, a pessoa tende a ser anarquista quando expõe argumentos desse tipo, sendo ela defensora do capitalismo, sendo ela contra a anarquia.
Para dizer sobre anarquia, que estude anarquia antes de mais nada."
"a pirataria nada mais é que a reação natural do futuro contra o passado, da liberdade contra o monopólio, da eficiência contra a burocracia"
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